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A cor é um dos fatores mais importantes na determinação da aceitação ou recusa de um alimento pelas pessoas

Enviado em 29 de dezembro de 2010, às 11h38min


Imagine uma maçã do amor vermelhinha. Deu água na boca? Os alimentos, além de fornecerem os nutrientes essenciais para a vida, são também fontes de prazer e satisfação. O aroma, a aparência e as cores das preparações exercem efeito estimulante no apetite e nos convidam a saboreá-las.

Quando o assunto é cor, a natureza nos presenteia com um arco-íris que agrada a todos os gostos. Vermelho-tomate, verde-abacate, repolho-roxo, ameixa-preta e por aí vai.

Mas tornar os alimentos industrializados tão atraentes aos olhos quanto os produtos naturais não é tarefa simples. Por isso, o Ministério da Saúde permite que as indústrias de alimentos e bebidas utilizem os corantes alimentícios. Dentre os principais objetivos dos corantes, podemos destacar que eles restauram a coloração original perdida durante o processo de fabricação e ajudam o consumidor a identificar o sabor do alimento, além de torná-lo mais apetitoso.

A nutricionista Erica Lie Araki* explica que os corantes podem ser extraídos da própria natureza ou sintetizados. "O corante orgânico natural é aquele obtido a partir dos vegetais ou animais (cúrcuma, betacaroteno, carmim); o corante inorgânico é extraído de substâncias minerais(dióxido de titânio, carbonato de cálcio); o corante orgânico artificial é aquele obtido por síntese e não é encontrado em produtos naturais (amarelo crepúsculo, azul brilhante); o corante orgânico sintético idêntico ao natural tem estrutura química semelhante ao corante natural (éster etílico, riboflavina - INS 101i)".

Segundo Erica, apesar de os corantes sintéticos apresentarem menores custos e maior estabilidade na produção, o número de aditivos sintéticos permitidos nos países desenvolvidos está diminuindo a cada ano em favor dos pigmentos extraídos da natureza. "Os corantes naturais têm sido utilizados há anos sem evidências de riscos de danos à saúde. Eles proporcionam tonalidades suaves e conferem ao produto aspecto natural, o que aumenta a aceitação pelo consumidor".

Além de colorir os alimentos, alguns corantes naturais contribuem para a promoção da saúde. "O betacaroteno, por exemplo, confere tonalidade alaranjada aos produtos e é um potente antioxidante, protegendo o corpo contra as ações prejudiciais dos radicais livres. Além disso, ele é fonte de vitamina A. O licopeno, corante que confere cor vermelha, também possui ação antioxidante e atua de forma preventiva contra várias doenças", diz a nutricionista.

Para saber que tipo de corante é utilizado pelo fabricante, basta procurar pela lista de ingredientes nos rótulos dos produtos.

*Erica Lie Araki é Nutricionista e mestre em Ciências pelo programa de Nutrição em Saúde Pública da Universidade de São Paulo.